Celso Custodio
Na vida tudo é difícil, mas difícil mesmo é ser perfeito.
CapaCapa
Meu DiárioMeu Diário
TextosTextos
ÁudiosÁudios
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
PrêmiosPrêmios
Livro de VisitasLivro de Visitas
ContatoContato
LinksLinks
Textos

O AMOR, SEM DÓ E SEM PIEDADE
    
     Havia três personagens que se encontraram por acaso: o amor, sem dó e sem piedade.
    Sabiam da existência uma das outras, mas não se deram conta que um dia isso poderia acontecer.
    Há milhões e milhões de pessoas na face da terra; o amor talvez seja um dos poucos que acompanham a passos largos, aqueles que sem compromisso quer repousar em seus corações.
    O amor começou a percorrer alguns lugares em busca de repouso, e se havia lugar para ele naquele momento.
    Ao se deparar com uma casa aparentemente bem organizada, de janelas e portas de madeiras maciças, resolveu entrar, pois lá dentro há um casal a qual estavam discutindo furiosamente, agredindo-se com palavras, ofensas, tapas, empurrões e puxões de cabelos.
    Ao ouvir os gritos o amor alçou a voz do lado de fora.
    __ Ô de casa? Posso entrar?
    O amor com certeza não quis dar mais um passo, pois não havia nenhuma chance para ele naquele momento.
    O casal continuava agredindo-se um ao outro, quando de repente aproximou-se da porta e deu de cara com um morador ilustre lá dentro: o sem dó.
    O sem dó olhou para o amor, não permitiu que entrasse, pois habita com aquele casal desde adolescência deles e com o ranger dos dentes e o olhar cuspindo fogo gritou mais forte:
    __ Fora daqui! Fora!
    É difícil morar numa casa onde não há amor, que todos querem ganhar vantagens sobre as outras pessoas, e fecham as portas das entradas dos seus sentimentos; quem prevaleceu foi o sem dó, e o amor foi expulso daquela casa.
    O amor saiu de lá cabisbaixo, triste por não poder habitar na vida daquele casal e continuou a caminhada.
    O amor saiu dali e andou mais algumas horas nas ruas sujas da cidade, e para em frente ao morador de rua, cercado por duas pessoas com um porrete nas mãos de cada um deles; o amor não se conteve as lágrimas e começou a chorar ali mesmo.
    __ Não façam isso. Disse ele com os olhos lagrimejando.
    __ Eu sou o amor! Exclamou.
    Um é o irmão do sem dó e o outro é o sem piedade; com eles não têm conversa.
    Começa a cena mais chocante e horripilante que o ser humano pode assistir; sem dó levantou o porrete em forma de um taco de beisebol, e começou a golpeá-lo acompanhado do sem piedade.
    O amor desesperado pediu:
    __ Parem com isso! Gritou em voz alta apavorada.
    Parece que o cenário se repete todos os dias, não tem espaço para o amor; a violência impera e acham que podem resolver o problema daquele jeito, pagam um preço muito alto por fazerem justiça com as próprias mãos.
    O homem parece que já tem um plano preparado para cada atitude; os olhos já não piscam para a conquista, mas sim despista para executar mais um plano diabólico; são guerras de opiniões, ideologias, conceitos, prato cheio para intolerância, arrogância e desrespeito.
    Sorrir nas tristezas dos famintos é saciar a barriga dos milionários sem espírito de ajuda mútua, matar mais um pobre, o menos favorecido; é como lotar o maracanã, para assistir um final de campeonato de menor expressão (torneio empobrecido), pois se ocupassem o Estádio com alimentos não perecíveis, matariam a fome do Rio que ainda não está totalmente falido, e do menor do sorriso encardido, cruzado ao peito o fuzil acompanhado de um cordão de ouro ao pescoço impõe a sua lei, a ordem (aparentemente) e o domínio de seu território, dando resposta à justiça, ser livre por liberdade, mas prisioneiro na malandragem.
    Desconecta-se um pouco de seu mundo virtual e viva o mundo real, pois será capaz de encontrar até beleza no voo das borboletas e no coaxar dos sapos; o ser humano atualmente está vazio de si mesmo, procura preencher esse espaço com coisas fúteis e banais, mas erra no seu proceder, no caminhar.
    O amor ainda bate a porta todos os dias, vai depender da nossa atitude, do comportamento e disponibilidade de cada um de aceitar como ele é; renunciar a si por um momento, sentir a dor do outro; isso é amor.
     Não poderia deixar de falar de um homem que demonstrou seu amor por todos e recebeu em troca o beijo da traição: JESUS!
    Mas sem amor, sem dó e sem piedade, foi condenado a morte de cruz sem ter culpa de nada; ao terceiro dia ressuscitou, vive e reina eternamente. Amém! 
    Não estou falando de religião, mas falo do maior exemplo de amor para o mundo, que deixou para ser seguidos e muitos o desprezam; a porta está preste a se fechar e pode ser tarde demais!
    Busquem enquanto podem achá-lo!
    É assim que humanidade caminha!
Celso Custódio
Enviado por Celso Custódio em 13/05/2019
Alterado em 16/08/2019
Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras