Celso Custodio
Na vida tudo é difícil, mas difícil mesmo é ser perfeito.
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A PALAVRA NA ERA DA IMAGEM
 
    Estamos em pleno século XX, já passamos por transformações, acompanhamos a tecnologia mais avançadas e a globalização.
    O que mais me chamou atenção nisso tudo foi o aparato de invenções de luzes e cores e artifícios bem facilitados, para um bombardeio de imagens, sons e imaginações virtuais.
    A palavra nos ajuda a desenvolver o nosso intelecto, mas que foi esquecida, abandonada num canto do armário, nas prateleiras das bibliotecas caseiras ou nas grandes repartições públicas.
    As propagandas comerciais fuzilam os nossos olhos com imagens mirabolantes, jogos de interesses e preços um pouco mais acessíveis, de acordo com o bolso do consumidor; porém as imagens falam mais alto do que as palavras.   
    Nas rodovias em que ás vezes passo, á beira dessas estradas, avisto outdoor de várias cores e tamanhos, no entanto o que fala mais forte não são as palavras e sim as imagens.
    A tecnologia de primeira linha que utilizam hoje em dia é tão engenhosa, que projetam imagens bastante elaboradas, que em poucas palavras transmitem num mínimo de raciocínio lógico dentro daquele emaranhado de cores e imagens instigantes.
    Palavras são apenas palavras.
    Mais o que podemos fazer para fruir de uma forma mais simples e objetiva, sem usarmos as imagens, as cores, para que sobressaia com mais intensidade? Parece difícil desvencilhar uma da outra.
    Esses dois vocábulos: palavras e imagens parecem que caminham lado a lado, mas em sentidos opostos.
    A palavra talvez nos ensina o caminho infinito do pensamento obscuro e imaginário; pode ser em forma de uma crônica, poesia ou prosa depende de como vamos usá-las.
    As imagens também querem nos transmitir algo em comum, mas é tão limitada no seu campo visual, que não basta só à imagem, mas sim acompanhadas das palavras para que possa fortalecer cada vez mais no sentido de melhorar a comunicação.
    Os primeiros vestígios da escrita também vieram acompanhados de imagens e figuras exóticas; por via das dúvidas falavam com mais expressividade quando desenhavam nas cavernas, substituindo as palavras por imagens.
    A palavra ultrapassa qualquer fronteira no tempo e espaço, por longo período ou até mesmo século; é o nosso poder de comunicação.
    A palavra na era da imagem é tão interessante que formam um casamento perfeito; aos nossos olhos é o conjunto de vários fatores que contribuem para que tudo possa dar certo.
    A imagem é simpatizante, porém a palavra é elegante, sonhadora, profunda e sensível, nos dá a sensação que não podemos viver sem esse contato.
    O mundo civilizado se comunica com as palavras, exploram as imagens para acompanhar esse projeto que ainda pode ser concretizado.
    O mais importante nesse contexto, é que as imagens invadiram os espaços a ela oferecidos, e que a forma com que estão conduzindo-a, seremos engolida no futuro que nos cerca, deixando-nos sem palavras para se expressar o que realmente sentimos ou que deixamos de sentir.
    Ás vezes as imagens nos chocam, trazem tristezas, saudades, alegrias, não podem apagá-las enquanto se formam em nossa mente, invadindo a nossa privacidade e acomoda ali, esquecendo que temos que continuar a viver.
    As palavras também podem trazer algumas dessas lembranças, mas nós podemos mudar o final da estória, conquistar outros terrenos, não só ficar preso naquilo que nos interessa.
   Imagine o mundo sem as palavras, existindo só as imagens; ficaria sem graça, sem sentido, a vida sem sabor. Como então se comunicar?
    Apesar de algumas imagens serem tão belas, coloridas e fascinantes, sem as palavras se tornariam insignificantes, incomunicável, sem expressão para o resto da vida.
   
 
 
 
   
 
 
   
  
 
 
 
Celso Custódio
Enviado por Celso Custódio em 01/05/2017
Alterado em 29/05/2017
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